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  • Ivan Bezerra

DO Campos de Cima da Serra, de Queijo Artesanal Serrano, comemora primeiro ano de registro


São mais de 200 anos de história e tradição repassada e aperfeiçoada de geração em geração. O resultado é um queijo amanteigado e saboroso, típico dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


No dia 3 de março de 2020, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI, concedeu o registro de Denominação de Origem aos Campos de Cima da Serra como proteção intelectual dos conhecimentos e características próprias que envolvem a produção do Queijo Artesanal Serrano.


Cerca de três mil produtores em 16 municípios do Rio Grande do Sul e 18 de Santa Catarina produzem esse tipo único de queijo. E eles têm motivo de sobra para comemorar, afinal, conquistaram a primeira certificação de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO) para queijo do Brasil.


História


Produto de reconhecida notoriedade, o Queijo Artesanal Serrano é rico em história, sendo produzido desde o povoamento dessa região pelos açorianos, que subiram de Laguna, litoral sul do Brasil, os que vieram de Santo Antônio da Patrulha, Região Metropolitana de Porto Alegre, e alguns tropeiros que por ali se estabeleceram, também de origem lusitana.


O gado xucro ou chimarrão – como é conhecido o primeiro rebanho da região Sul – deixado pelos padres jesuítas, foi amansado e começou a ser ordenhado para a confecção do queijo. Este saber-fazer, trazido pelos povoadores que formaram as primeiras fazendas, cruzou pelo menos dois séculos. A receita foi transmitida através das gerações, chegando aos atuais produtores, que têm grande orgulho em manter vivas a tradição e a cultura local.


O queijo

A IG abrange cerca de três mil produtores do queijo serrano nos dois Estados do Sul. Foto: Aires Mariga/Epagri
Queijo Artesanal Serrano. Foto: Aires Mariga/Epagri

O queijo é feito com leite de vacas de raças de corte ou mista alimentadas basicamente com pastagens nativas e tem maior percentual de gordura. A textura amanteigada, o aroma e o sabor que se acentuam com a maturação são algumas características que diferenciam esse queijo dos demais artesanais do Brasil.


Para ser queijo artesanal serrano, ele precisa ser produzido na região à qual pertence. Isso porque, além dos fatores culturais, humanos e históricos envolvidos, o clima, o solo, a altitude e a vegetação também contribuem para dar ao queijo um sabor único.


Municípios abrangidos pela IG


RS: André da Rocha, Bom Jesus, Cambará do Sul, Campestre da Serra, Capão Bonito do Sul, Caxias do Sul, Esmeralda, Ipê, Jaquirana, Lagoa Vermelha, Monte Alegre dos Campos, Muitos Capões, Pinhal da Serra, São Francisco de Paula, São José dos Ausentes, Vacaria.


SC: Anita Garibaldi, Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Correa Pinto, Lages, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Serro Negro, Urubici, Urupema.


Fontes: Emater/RS-Ascar e Epagri

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