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  • Ivan Bezerra

IG Caicó valoriza o artesanato do Seridó


Selo da Indicação de Procedência (IP) Caicó para bordados finos
Selo da Indicação de Procedência (IP) Caicó para bordados finos

Com fama reconhecida no Brasil e também em outros países, os bordados da região do Seridó - Rio Grande do Norte ganharam ainda mais destaque com o registro de Indicação Geográfica (IG) da espécie Indicação de Procedência (IP) no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), publicado em 2020.


A IP Caicó reúne associadas dos municípios de Caicó, Timbaúba dos Batistas, São Fernando, Serra Negra do Norte, Acari, São João do Sabugi, Jardim do Seridó, Ipueira, Cruzeta, São José do Seridó, Jucurutu e Ouro Branco.

Para a presidente do Comitê Regional das Associações e Cooperativas Artesanais do Seridó (Cracas), Iracema Nogueira Batista, a IP Caicó valorizou ainda mais o artesanato do Rio Grande do Norte e, em tempo de pandemia, favoreceu novas iniciativas das associadas. “Com a pandemia, diversificamos nossa produção, que antes era muito voltada para cama, mesa e banho. Agora, muitas artesãs estão bordando máscaras, porque a procura tem sido grande. Estamos inclusive constatando falta de mão de obra para atender aos pedidos de máscaras bordadas”, relata.
Iracema Nogueira Batista, presidente do Comitê Regional das Associações e Cooperativas Artesanais do Seridó (Cracas)
Iracema Nogueira Batista, presidente do Comitê Regional das Associações e Cooperativas Artesanais do Seridó (Cracas)

Atualmente a cooperativa de artesãs no Seridó, que nasceu como uma associação na década de 1970, conta com 22 associadas. A maioria realiza o seu trabalho em casa e realiza vendas diretas ao consumidor. Parte da produção vai para a loja da cooperativa. Agrupadas em cooperativa, as artesãs têm mais facilidade na aquisição de matéria-prima, como a cambraia de linho, fraldas de tecido, toalhas e as linhas para bordar. “Conseguimos preços mais accessíveis e formas de pagamento facilitadas”, explica Iracema.


Apesar da beleza e da fama dos bordados de Caicó, as bordadeiras do Seridó norte-rio-grandense ainda recorrem a outras atividades para complementar a renda familiar. Iracema explica que o maior desafio das bordadeiras é escoar a produção que, normalmente, é vendida na própria região. “Uma das metas do Cracas [Comitê de Associações e Cooperativas Regionais de Artesanato do Seridó] é revitalizar associações e cooperativas do Seridó que são vinculadas ao Comitê. Para isso, estamos tentando elaborar projetos para conseguirmos apoio financeiro”, espera.

Famuse


A Feira de Artesanato dos Municípios do Seridó (Famuse) teve 37 edições anuais até ser interrompida em 2020 por conta da pandemia de Covid-19. A tradição da feira, realizada no mês de julho em Caicó, deverá ser retomada este ano, mas com um novo formato, totalmente virtual.


O Cracas está produzindo peças e organizando um desfile com uma coleção de roupas bordadas desenvolvida por um estilista da região. Com uma temática que valoriza as tradições culturais e destaca a seca da região, o evento pela internet terá potencial para ser visto em todo o mundo. Uma oportunidade de expandir o mercado consumidor, inclusive com possibilidade de exportação.


O uso do selo distintivo da IP Caicó em peças exclusivas, a busca por novos mercados e o empenho das bordadeiras em manter a tradição demonstram o valor dos produtos com origem no Seridó - RN. Mas Iracema destaca ainda outros elementos de valorização dos bordados: “Nós temos o saber fazer e o acabamento diferenciado. E, com o selo, o nosso bordado tende a se valorizar ainda mais”, conclui.


Fonte | Imagens: Agência Sebrae Natal

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